Museu do Amanhã, o futuro que já começou

O novo museu do Rio de Janeiro já é um sucesso de crítica e público. Na última terça já havia recebido 100 mil visitantes em três semanas de funcionamento. Com longas filas, conhecer o Museu do Amanhã é um teste de resistência e paciência. No entanto, a exposição principal é realmente tudo o que falam.

IMG_7252.jpg
O Museu do Amanhã e a Praça Mauá vistos do terraço do Museu de Arte do Rio.

Dividida em 5 seções: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós; a exposição principal contextualiza o surgimento do universo e o papel do ser humano como agente transformador do mundo.

Na seção Antropoceno, um labirinto de experiências culturais que nos faz enxergar a diversidade e as semelhanças entre os povos. As emoções, os sentidos, o amor, as disputas, as identidades, as celebrações, os rituais, as religiões. Nós, seres humanos, “fazemos as mesmas coisas, de modos sempre distintos”. O labirinto foi bastante enriquecedor, minha parte favorita!

IMG_7343
O labirinto de totens com experiências culturais de várias partes do mundo.

O impacto do homem na natureza é retratado em painéis enormes onde são apresentados temas que sabemos que existem mas não damos a devida importância. A acidificação dos oceanos, o derretimento das calotas polares, o aumento da temperatura terrestre são alguns deles. O recurso tecnológico cumpre o papel de alertar que as ações de hoje terão consequências de baixa, média e alta intensidade.

IMG_7356
Os totens com dez metros de altura onde um vídeo sobre as alterações climáticas é reproduzido.

No módulo Amanhãs os avanços da ciência e as tendências globais são apresentados de forma interativa, em telas multimídia e displays touch screen. É curioso saber que a biotecnologia poderá trazer à vida espécies já extintas como mamutes e outros animais.

O último módulo, Nós, somos levados a refletir sobre nossas ações cotidianas e o impacto delas na transformação do mundo. “Qual será o nosso legado para as próximas gerações” é a pergunta.

IMG_7363
“A uns trezentos ou quatrocentos metros da Pirâmide me inclinei, peguei um punhado de areia, deixei-o cair silenciosamente um pouco mais adiante e disse em voz baixa: Estou modificando o Saara” Jorge Luis Borges. A brilhante frase encerra a exposição.

A visão de futuro do museu está na arquitetura do prédio, que contempla a captação de energia solar; nos textos em português, inglês e espanhol que recebem o mesmo destaque e figuram lado a lado em toda a exposição; na visita de famílias inteiras e de vários níveis socioeconômicos; nos pais ensinando seus filhos como preservar o meio ambiente.

O amanhã é hoje. E hoje é o lugar da ação.

Com calma tudo se ajeita…faltou um pouco de informação como encarte para os que são de encarte ou mesmo um aviso sobre o App do museu. Só descobri que existia ao começar escrever este post. E o cartão que é distribuído na entrada para interatividade do visitante não me foi tão útil assim. Consegui fazer todas as atividades sem ele, já que não estava funcionando.

Restaurante e loja estavam positivos e operantes, com serviço ótimo. Espero que na próxima visita as entradas já estejam independentes e eu não precise enfrentar fila para adquirir meus souvenirs. Sou viciada!

Fiquei curiosa para fazer o Passeio das Baratas, atividade na qual o visitante percorre o museu de acordo com a perspectiva do inseto. Mas só está acontecendo nos finais de semana. Faltou também o primeiro módulo, Cosmos, que desisti de esperar tamanha a fila. Vou ter que voltar!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s