Livro: Cidades, museus e Soft Power

O livro de Gail Dexter Lord e Ngaire Brankenberg (2015) é uma publicação novíssima e apresenta várias tendências mundiais sobre a relação entre cidades, museus e o Soft Power. O conceito, cunhado por Joseph Nye em 1990, surgiu para designar relações baseadas na influência. Contrário ao Hard Power, no qual economia e poder militar são as referências; no Soft Power os recursos são as ideias, o conhecimento, os valores e a cultura.

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função dos museus não é puramente a preservação histórica de um patrimônio cultural. Além de servirem à comunidade enquanto ferramenta educacional, os espaços passaram a fazem parte do branding de uma localidade.

No livro são apresentadas três realidades sociais as quais os museus atuam com seu Soft Power: a competição entre as cidades por talento, turismo e investimento; as forças da globalização e a tecnologia, que constituíram novas formas de cidadania; e a participação da mulher. Entender estas transformações é um importante passo para atrair, engajar e manter a audiência (que falei aqui) de uma instituição cultural.

Ao final, os autores apresentam 32 maneiras através das quais é possível ativar o Soft Power dos museus: com os recursos humanos, no âmbito operacional, com estratégias de conservação e documentação que se adaptam a novas realidades, através dos programas educativos e de outras estratégias. A publicação da American Alliance of Museums é um must read para os gestores culturais!

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