O que aprendi com Beth Kanter

Descobri em cima da hora que existe a Nacional Arts Marketing Project Conference e que ela aconteceria nos dias 6, 7, 8, 9 de Novembro. Organizada pela Americans For The Arts, uma das mais importantes organizações do setor artístico dos EUA, a conferência ocorre anualmente e reúne experts do marketing de organizações artísticas sem fins lucrativos de todo o país. A referência chegou muito tarde. Too late! O meu consolo foi assistir a última palestra do evento ao vivo, pelo Youtube. E foi sensacional.

Beth Kanter é autora de dois livros (The Networked Nonprofit e Measuring the Networked Nonprofit) e de um blog cheio de referências sobre como as organizações sem fins lucrativos podem usar as redes sociais. E com isto, atrair, manter e engajar o público. Na conferência, a fala de Beth girou em torno de uma estratégia específica: o empoderamento da equipe das organizações nas redes sociais.

bethkanterSe antes da revolução digital as fronteiras entre o público e o privado, entre o pessoal e o profissional eram bem delimitadas; com a banda larga, o celular e as redes sociais, estas fronteiras perderam definição. It is what it is.

A vantagem disto é que quando os campos pessoal (o personal brand) e profissional da equipe da organização estão alinhados, a instituição têm mais chances de atingir os objetivos!!!! Isto no contexto de nonprofits (sem fins lucrativos), ok?

Um exemplo que Beth trouxe é de Gissur Simonarson que através de uma foto publicada no Twitter conseguiu levantar mais de 5.000 dólares em 30 minutos para um refugiado após a publicação de uma foto na qual o homem vendia canetas com sua filha no colo para sobreviver. Ao ter conhecimento da campanha, Carol Malouf da ONG acolheu Abdul e sua família e ajudou com comida, aluguel e documentos de imigração. A campanha #BuyPens ganhou corpo e mais de 191 mil dólares foram arrecadados para Abdul e outros refugiados da organização que Carol Malouf representa.

Podemos dizer que a campanha foi um sucesso devido a soma da Network de Gissur + Carol Malouf + comunicação da ONG. Aqui poder de influência individual foi muito maior que o da organização, e em muitos casos é isto que acontece, porque pessoas gostam de interagir com pessoas. 

À equipe de organizações artísticas restam três comportamentos nas redes sociais: o da tartaruga, o da água viva ou o do camaleão. O indivíduo que se comporta como a tartaruga se fecha no casco e só está conectado aos amigos e familiares mais próximo, compartilhando assuntos pessoais. Enquanto água viva, o indivíduo vive na imensidão (azul) compartilhando coisas sem nenhum critério. Como camaleão, o indivíduo exerce um comportamento flexível e se adapta aos diferentes contextos, suas conexões são pessoais e profissionais. Este último perfil é ideal já que os conteúdos podem ser pessoais e também alinhados à organização.

Exemplo deste profissional é Thomas P. Campbell, CEO do Metropolitan Museum of Art. Ele posta fotos dos seus animais de estimação e de obras de arte. Vejam o perfil dele AQUI.

Beth finalizou a palestra com três lições sobre a utilização de mídias sociais pelas organizações:

  • Capacitar a equipe/diretoria para que a marca profissional de cada um (incluindo presença digital) esteja alinhada à organização. Indivíduos socialmente engajados inspiram ação;
  • Saber trabalhar com os dados e pesquisas para planejar as ações digitais e aprender com os erros;
  • Não ter medo de assumir riscos e falhar desde que a organização aprenda com isto;

Thanks Beth! 

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