Visita ao museu de Isabella Stewart Gardner

Durante visita a Boston, visitei o Isabella Stewart Gardner Museum, recomendado durante os estudos de Arts Administration. Com a proposta de atrair e engajar uma audiência mais jovem (que tratei aqui), o museu elaborou uma programação diferenciada às quintas-feiras, permanecendo aberto até às 21 horas.

No Third Thursday, toda terceira quinta-feira do mês, a oportunidade de conexão entre artistas, jovens profissionais e estudantes em um ambiente descontraído, com bar e música ao vivo. Achei atraente! No Artist-in-Residence, performances e conversas com os artistas. O museu ainda oferece entrada gratuita a toda Isabela. Achei incrível!

O jardim é encantador, muito bem cuidado e iluminado. Uma pena não poder andar e explorar o espaço, eu passaria a tarde lá:

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Nas galerias, pinturas, esculturas, texturas, tapeçaria e arte decorativa totalizam mais de 2.500 peças. Entre os artistas, Degas, Manet, Botticelli, Rembrandt e Michelangelo. Um acervo riquíssimo. Antes de partir, Isabella estabeleceu que nada do que ela havia planejado e disposto em cada galeria poderia ser alterado.

A navegação pelas salas, no entanto, se mostrou um desafio. Ao entrar na galeria, o visitante deve apanhar os cards que contêm as referências da sala – como Isabella Stewart imaginou e no que ela se inspirou – e das obras de arte – artista, período. Divididos em cores, segundo o ângulo de visão do visitante, a identificação de cada obra pode levar algum tempo.

Exemplo: na direção norte eu vejo uma mesa, três quadros e uma escultura. Para identificar cada uma destas peças eu preciso do cartão correspondente a este ângulo. E como num jogo da memória, eu preciso casar o que estou vendo com as silhuetas das obras dispostas no card. Ufa! Uma dinâmica um pouco complicada e que desmotiva o visitante a entender o contexto da obra.

A interatividade com IMG_4155o visitante é concentrada no novo prédio. Planejado pelo arquiteto Renzo Piano, o espaço foi inaugurado em 2012 como parte do plano de extensão e preservação do museu. Além da entrada principal, outras galerias para exposições temporárias, um café, a loja, e um espaço de convivência muito agradável onde é possível navegar por diferentes dimensões do museu e conhecer um pouco mais sobre a história do lugar.

Isabella Stewart Gardner (1840-1924) foi uma importante matrona da arte nos Estados Unidos. Junto do marido Jack Gardner, Isabella viajou o mundo colecionando obras de arte. A mansão do casal passou a ser pequena para a coletânea, acumulada com visitas a Ásia, Europa e Estados Unidos. De sua cidade preferida era Veneza, na Itália, surgiu a inspiração para o prédio que abrigaria sua coleção e seria sua nova casa. Inaugurado em 1903 ao som da Boston Symphony Orchestra, e open donuts e champagne para os convidados. Achei chique!

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Visita imperdível!

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